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  • Crônica do domingo

    Blog de fernandodezena :poesias - fernando dezena, Crônica do domingo

    ELIS, A MUSICAL

    Várias vezes engoli o choro o que não fez bem à minha garganta nem à alma, duas vezes, não que não quisesse conter, as lágrimas escamparam, como em soluço de criança. Tive vergonha que ouvissem, disfarçadamente levei a mão ao rosto e enxuguei! Pudera, era a volta do irmão do Enfil. O musical, Elis, emociona e contagia. Havia assistido o do Tim Maia, mas é diferente. A vida de lutas e conquistas da Pimentinha, como era conhecida, traz o período da minha adolescência e os sonhos do que queríamos ser. Casei ao som de um dos seus maiores sucessos que abriu e pré encerrou o espetáculo: "Os sonhos mais lindos, sonhei/ De quimeras mil, um castelo ergui." Duas horas que pareceram dez minutos tal o envolvimento emocional. A Letícia foi a culpada, pois acordou e pediu que a levasse até o Teatro Alfa que fica do lado de lá do mundo. Fomos, parece que combinada com a Luciane Campopiano decidiu que assistiríamos o espetáculo às 16 horas. Não chegava a meio dia. Ingressos a custos que faz qualquer um vacilar, antes de conhecer o show. A Letícia tranquilizou-me, pagaria com o vale cultura os três. Obaaaaa! Então vamos. Lugares escolhidos, ingressos na mão, esqueceu a senha do cartão. Nâo precisa falar quem pagou, mas valeu cada centavo, que as vezes relutamos em gastar! Foi uma tarde maravilhosa e sei que não chorei só!

    Bom domingo!

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  • Gazeta de São João 26/07/2014

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    CADA UM VÊ O QUE QUER, OU NÃO!

    Dizer que Geraldinho adorava fotografar, é exagero. Na realidade, caminhava e achava um desperdício, apenas caminhar. A fotografia, juntamente com a música, fazia o trio perfeito! Na pequena cidade de Águas da Prata, as belezas naturais são excelentes para tal fim e, das veredas da Serra da Mantiqueira, contempla-se o paraíso. As fotos, depois de selecionadas, gostava de expor em um grupo no facebook. Os comentários, acompanhava amiúde, assim como as curtidas, para entender as predileções.

    Certo dia, lendo-os, surpreendeu-se com este: “Nossa Geraldinho, enxergo nessa foto, nas gotas de água da fonte transpassadas pela luz do sol, a imagem de Nossa Senhora!” Depois desse comentário veio outro, após, outro e mais curtidas, pessoas compartilhando e a divulgação tomou proporções inimagináveis. Uns diziam ver nitidamente Nossa Senhora e outros não! O próprio Geraldinho comentava, reservadamente a amigos, que não conseguia ver. Isso o deixou deprimido. “Se Nossa Senhora apareceu, com certeza era uma mensagem que meu ateísmo não deixou ver.” Procurou o Padre João que o acalmou mostrando que já fora abençoado por ter batido a foto. Que nem ele conseguira ver. Aconselhou-o a tocar a vida, comparecer mais às missas e esquecer o assunto.

    Enquanto isso, a fotografia extrapolava em muito os limites da paróquia Nossa Senhora de Lourdes em Águas da Prata, pelos milagres da comunicação. O Bispo disse que viu; políticos, candidatos a vereadores, deputados, juravam de pés juntos que viram; candidatos a presidente de joelhos reafirmavam a nitidez da imagem. O povo se dividia entre os que juravam ver, e caiam em prantos convulsos, e aqueles que nada viam, além das gotas de água e o sol, não se importando com isso. Dizem que uma devota pulou do Viaduto do Chá, decepcionada ao buscar sem sucesso a imagem na foto impressa em folha A4, comercializada por toda a região central de São Paulo, por módicos R$ 10,00, já benzida! Não confirmado.

    Depois de toda convulsão, das mensagens na internet e o furor estampado nos telejornais e revistas de todo o país, a histeria pela foto ganhou o mundo quando um piloto da RAF, a Real Força Aérea britânica a colou em seu cock pit. Avançou apócrifa pela comunidade muçulmana, por tribos na África, monges no Tibete, toda a Ásia, inclusive Mongólia, e bateu às portas do Vaticano. Ao Papa foi aconselhado afirmar ter visto e, sabido é, que com a mão lentamente em forma de cruz, abençoou o tablet aberto em uma página da internet. Se viu ou não, ninguém pode afirmar. Passados alguns anos, depois de análises feitas nos mais renomados institutos do mundo dedicados ao esoterismo, às coisas sobrenaturais e aos dilemas insolúveis da fé, nada se concluiu. Fim da catarse, a imagem caiu no esquecimento, assim como nosso amigo Geraldinho.

    Muito, mas muito tempo depois, já com filhos casados e netos, morando em uma pequena chácara na Platina, onde criava galinhas e patos e adorava tratar dos canários terra com fubá, soltos na natureza, Maria, a neta mais sapeca das quatro, oito anos, ao mexer em um baú de coisas velhas, encontrou a foto. Correu para a sala onde o avô estava e disse: “Vô, olha que lindo passarinho!”

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  • Poemas

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  • sinos

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